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UTILIDADE PÚBLICA

Com pandemia, estoques de sangue e medula ficam críticos e Hemepar convoca doadores

A doação é segura e rápida

segunda-feira, 19 de outubro de 2020 - 07:31:00

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) está tendo de lidar com a redução no número de pessoas doando sangue e medula óssea. Recentemente, contudo, a baixa nos estoques fez surgir a necessidade de se convocar doadores de todos os tipos sanguíneos. “Mesmo em meio à pandemia da Covid-19, é importante este ato de solidariedade. A doação é segura e rápida e uma pessoa pode salvar até quatro vidas”, reforça o Hemepar.

No Paraná, toda a Hemorrede havia registrado, até o último dia 13, um total de 120.053 doações de sangue. No ano passado inteiro, haviam sido 177.487 doações, o que dá uma diferença de 32,4% com o ano atual. Já com relação às doações de medula óssea, entre janeiro de 2019 e setembro do mesmo ano o Hemepar de Curitiba havia realizado 3.608 cadastros no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Neste ano, no mesmo período, o número caiu para 2.348, uma queda de 34,92%.

O grande problema, entretanto, é que quem precisa desse sangue ou dessa medula óssea muitas vezes não pode esperar, o que significa também que um simples ato de solidariedade pode salvar uma vida.

Esse é, por exemplo, o caso da Isabela, que vai completar quatro anos de idade em dezembro e foi diagnosticada com uma doença rara chamada linfostiocitose hemofagocítica. Há quase um mês internada num hospital de Curitiba, ela precisa do transplante de medula para vencer essa doença e ter uma vida longa e saudável.

Caso não haja membros da família compatíveis para fazer a doação, o que ainda está em investigação, será necessário que um doador cadastrado no Redome contribua para Isabela vencer a doença.Enquanto isso, amãe dela, a médica Carolina Monteguti, faz campanha nas redes sociais para conscientizar a população e incentivar a doação.

“Você quer dar um um presente pra Isa? Cadastre-se para ser um doador de medula óssea”, apela a mãe. “Quanto mais pessoas se cadastrarem, maior a chance de ajudarmos não só a Isa, mas também outras tantas pessoas que estão aguardando o transplante.”

A campanha, inclusive, mobilizou coleguinhas de escola da Isabela, que fizeram vídeos para a amiga dizendo estar com saudade e desejando melhoras para poderem voltar a brincar logo com a menina. “Você é poderosa que nem a Elsa, você vai ficar boa”, afirma um dos amigos.

Veja os requisitos exigidos para o cadastramento como voluntário

Para se cadastrar como possível doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos e estar com a saúde em dia. A partir da coleta de 10 ml de sangue, é feita a inscrição do voluntário junto ao Redome. Ele recebe um cartão de identificação, com o nome e o número do registro.

Quem quiser se cadastrar no Redome, deve procurar o hemocentro mais perto do local onde mora. Caso seja considerado compatível, o voluntário é então chamado para a fazer a doação.

Além de fazer o cadastro, contudo, também é importante que o doador mantenha seu registro sempre atualizado, uma vez que é comum acontecer de ser encontrado um doador compatível, mas ele não ser localizado.

Existem ainda três formas de doar medula: pelo cordão umbilical, sangue periférico ou pulsão – as duas últimas são as mais comuns. O método por pulsão retira, com agulha, a medula armazenada no osso da bacia. O procedimento de sangue periférico, também chamado de aférese, é realizado como uma doação de sangue normal, mas em centro cirúrgico. Podem até parecer métodos complicados, mas são muito simples e duram em torno de 90 minutos.

 

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