A 4 meses do fim dos contratos de pedágio, Caminhos do Paraná não concluiu duplicação de Guarapuava até o Trevo do Relógio

Em todo o Paraná, concessionárias não iniciaram 8 grandes obras

27/07/2021 10H59

Faltando quatro meses para o término do contrato com as concessionárias de pedágio que administram as rodovias do Paraná, 71 quilômetros de duplicação e pelo menos oito grandes obras sequer foram iniciadas.

O levantamento foi realizado em julho pela equipe do deputado Homero Marchese (PROS) que rodou o Paraná, pela quarta oportunidade, para verificar a situação das estradas do estado in loco e entender quais obras realmente estão sendo tocadas. Toda a análise da viagem está disponível no site do deputado https://homeromarchese.com.br/rodovias-pedagiadas-do-parana/ e pode ser verificada por qualquer cidadão.

Os 71 quilômetros de duplicação que ainda não se iniciaram são de responsabilidade da Caminhos do Paraná. Uma duplicação de 32 quilômetros na BR-277, entre Guarapuava e o Trevo do Relógio, e uma de 39 quilômetros na BR-476, entre Araucária e a Lapa.

A Caminhos do Paraná também não começou as duas interseções previstas na BR-476, na Lapa, e alargamentos, correções e construção de acostamentos na BR-373 e na PR-427.

Também não saíram do papel os contornos de Arapongas e de Jandaia do Sul, sob responsabilidade da Viapar. Concessionária e Estado não se entendem sobre a responsabilidade pelas desapropriações necessárias às intervenções. “O risco de que as obras não saiam no prazo combinado é muito alto. E isso certamente causará enorme frustração aos usuários das vias”, diz o deputado Homero Marchese. A obra em Peabiru foi iniciada recentemente, mas também corre o risco de não ser concluída até o final do contrato. O MPF já expediu recomendação ao DER para resolver o assunto, como noticiado pela imprensa.

Por parte da Econorte, a construção de um viaduto na PR-153, em Jacarezinho, está na estaca zero. O DER informa que a obra não ocorreu por conta do imbróglio jurídico envolvendo os Termos Aditivos do Contrato de Concessão n° 071/97 e Ação Popular n.º 2006.70.13.003009-4. Recentemente o STF determinou a execução da obra.

Na outra ponta do estado, em Foz do Iguaçu, a Ecocataratas não começou as obras de vias marginais no Trevo Charrua e Viaduto Costa e Silva, prevista no acordo de leniência firmado pela empresa com o Ministério Público Federal (MPF).

Já a Ecovia ainda não iniciou as obras de implementação de uma alça de retorno na PR-508, rodovia que liga Matinhos à BR-277.

O deputado lembra que o trabalho em campo é apenas o passo inicial dessa fiscalização. “Temos oficiado à Secretaria de Infraestrutura e Logística, ao Ministério Público Federal e às próprias concessionárias solicitando que sejam tomadas as providências necessárias. Acreditamos que dar transparência a esse processo é a maneira mais eficaz de cobrar a resolução dos problemas e a entrega efetiva das obras”, garante.

 

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