Andrey, Gustavo, Raul e Sandra, o que eles têm em comum? O amor pela bateria

Conheça a história dos bateras que prometem dar um show no Baterasso 2021

22/10/2021 16H50

(Fotos: Arquivo Pessoal)

É o amor pelo instrumento que promete juntar uma galera de bateristas de Guarapuava e Região para dar um show no 4º Baterasso, que acontecerá em Guarapuava neste ano com data ainda a ser definida.

São profissionais, amadores, estudantes, crianças e apaixonados pelo instrumento reunidos para trocar experiências, histórias e conhecimento sobre as bateras.

Gustavo Adonski, de 23 anos, está entre os participantes do maior evento de baterias de Guarapuava e Região. O jovem baterista conta que começou a tocar bateria sozinho, treinava na bateria da igreja. Segundo ele sempre querendo tocar músicas que exigiam muito mais técnica do que as que ele dominava. “Tocar sempre foi meu paraíso, minha terapia, minha fuga de momentos ruins, sempre amei tocar”, conta.

Gustavo revela que quando está tocando se solta, se sente livre. “ Gosto de girar a baqueta, tocar em pé, mexer com o público, ter presença mesmo escondido lá no fundo kkk”.

 

Gustavo Adonski, de 23 anos particpou de duas edições do Baterasso e irá particpar da 4ª 

O baterista autodidata conta que não participou da primeira edição do Baterasso porque ficou sabendo tarde demais, porém ele queria muito assistir o evento. “ Eu iria embora para Curitiba, mas como Guarapuava é muito generosa, choveu no dia e o evento foi remarcado, então eu não pude assistir a primeira edição...”

Quando soube que ia ter a segunda edição, Gustavo já estava em Guarapuava, e foi o mais rápido que pôde para garantir sua inscrição, mesmo sem ter uma bateria. “ Tive que emprestar uma de um conhecido, para treinar em casa e poder tocar no dia, cheguei em cima da hora, fiquei lá no fundo, mas quando a gente estava tocando, foi o momento que eu me senti mais vivo nos últimos anos, pois estava sofrendo com uma depressão. Tirar as músicas fez eu me sentir super bem aquele ano. Eu pareço muito que estou possuído, fico em pé e batendo cabeça, já subi até no banquinho no meio da música hahaha, por isso apareci umas quatro vezes no vídeo oficial, o que fez eu me sentir muito bem. Fiquei extremamente ansioso para a terceira edição”.

Para não perder a terceira edição Gustavo correu garantir sua inscrição. “Eu queria ser um dos primeiros, não queria perder a chance. Tanto que minha pulseira foi a número 0002. Kkkk”.

Nesta edição o jovem já estava com a sua própria bateria comprada com muito custo, e ainda com peças faltando, ele teve até que emprestar, algumas coisas. “ Fui o primeiro a chegar no dia, minha bateria era a primeira da fila, a chuva ameaçou adiar, mas aceitamos tocar mesmo com chuva, e foi sensacional! Eu estava super animado e empolgado, e já na primeira música, meu pedal quebrou...Toquei o resto do repertório sem poder usar o bumbo, rs”.

Gustavo lembra que interagiu com a plateia que estava do seu lado, gritou, pulou, quebrou baquetas. “Tinha pessoas torcendo para que eu ganhasse os prêmios, e pessoas pedindo baquetas que eu quebrei, como recordação, para lembrarem de mim...Foi uma sensação tão indescritível, pois eu sempre fui o cara que pedia baquetas, e estar no outro lado, foi incrível, me senti como um grande batera, alguém digno de admiração, algo que sempre sonho em ser!”.

A música é um sonho de criança de Gustavo que afirma que busca isso intensamente. “Ter a oportunidade de participar mais uma vez desse evento incrível é sem dúvidas o ponto mais alto desse ano até agora, eu espero tanto por este dia, pois a cada encontro o evento se torna maior e mais incrível! Faz a gente lembrar do amor que sentimos por este instrumento maravilhoso!

ANDREY SILVA:  O AMOR PELA BATERIA DE GERAÇÃO PARA GERAÇÃO 

Andrey Silva, de 36 anos, começou a tocar com 14 anos, em 1999, pediu para seu pai comprar uma bateria. “Lembro que compramos uma bateria meio capenga, aos poucos fui aprendendo e descobrindo que havia nascido com a facilidade da música no sangue”.

A inspiração de Andrey surgiu de seu irmão mais velho que era músico. “Eu via muitas coisas legais em ser assim, músico, popular, diferente... ao longo dos anos toquei em bandas, fui freer lance em shows, eventos, gravações, casamentos, aniversários, e na igreja. A música é parte de minha vida, mas uma parte legal sabe?!... não é e nunca foi o ganha pão por isso sempre foi por prazer a expressão dos sentimentos através do instrumento”.

Andrey foi convidado pelos organizadores do Baterasso para tocar na primeira edição. “ Achei muito legal, a demonstração de um músico sofrido que tem o instrumento mais pesado e trabalhoso como estrela nesse tipo de evento é sensacional, e todo mundo gosta de bateria, aliás todo mundo acha que sabe tocar bateria, e quando realmente pega o instrumento, aí percebe a necessidade de estudo e desenvolvimento físico, mental e sentimental para tocar bateria”.

O baterista revela que sempre esteve presente nos palcos, mas segundo ele, o Baterasso é diferente. “Parece um estádio olhando para você e seu time é um só vencendo com as músicas e a alegria de todos. Realmente muito top essa história de música”.

Este ano Andrey completa 22 anos de música e afirma que já está repassando a seus bebês o sentimento da música.

Andrey Silva, de 36 anos, começou a tocar com 14 anos. Participa do Baterasso desde a  1º edição 

 

RAUL KACZMAREK RIBEIRO, UM BATERISTA MIRIM NO BATERASSO

Um menino prodígio, de apenas 5 aninhos promete arrasar nesta edição do Baterasso.

Raul Kaczmarek Ribeiro vai tocar pela primeira vez no evento. A mãe do menino, Marilia conta que o pequeno está empolgado e ansioso para tocar no Baterasso.

“ Ele fica ouvindo a playlist que vai ser tocada no evento o tempo todo para aprender as músicas.Está tão empolgado que até quer que eu faça um canal para ele”.

Pequeno Raul, de 5 aninhos participará pela primeira vez do evento 

MULHERES NO BATERASSO? SIM E ARRASANDO INCLUSIVE

Quem disse que mulher não pode ser baterista? Para combater aquele paradigma de que bateria é um instrumento masculino e machista, aqui está a história de Sandra Rocha, de 52 anos, a qual prova que tocar bateria não importa seu sexo, idade ou tamanho e sim o seu amor, interesse e dedicação ao instrumento.

Sandra lembra que por ser mulher sentiu um impacto maior no 1º Baterasso. “Muitos olhares de desconfiança e surpresa, tanto por ser mulher como pela idade, mas muito mais por parte do público. Os músicos sempre nos acolhem bem e é muito bom ver que a quantidade de mulheres aumenta a todo ano”. Esse será o 3º Baterasso de Sandra, que começou a aprender bateria aos 47 anos e não pretende parar mais.

Segundo ela, a emoção bate forte a cada apresentação. “ Todo ano me emociono nos aquecimentos. Para quem não é profissional como eu, que toca por prazer, é uma sensação indescritível fazer parte de um evento desses, e choro mesmo”.

A energia e vibração do público motivam muito quem está ali se apresentando, e segundo Sandra isso é visível na empolgação dos bateristas. “Depois da segunda música parece que desligo do mundo e só existe a minha bateria, uma sensação incrível, saber que estou rodeada de iguais que sentem o mesmo que eu”.

Sandra Rocha, 52 anos, umas das mulheres que tocam no Baterasso

LICKS MUSIC: DA SALA DE MÚSICA PARA O BATERASSO

Alunos da Licks Music também estão ansiosos para participar do Baterasso. Segundo o proprietário da escola de música, Alessandro Lang, o evento é muito esperado pelos alunos. “ Nossos alunos praticam o repertório para chegar lá e tocar da melhor forma possível. Hoje a expectativa deles está muito em alta”.

Além de propor maior interação e troca de ideias entre os bateristas, o evento também visa incentivar o público em geral a iniciar os estudos na prática das "batucadas".

De acordo com Alessandro a procura por aulas aumenta devido ao Baterasso, pois muitos alunos procuram a Licks Music para tocar as músicas de maneira correta. “ Especialmente os ex-alunos, eles acabam retornando porque ninguém quer fazer feio no dia”. 

Alessandro Lang proprietário da escola de música Licks Music

INSCRIÇÕES

Os bateristas de plantão já podem ficar animados e começar a treinar, pois as inscrições para o Baterasso seguem abertas.

Para se inscrever basta solicitar por e-mail: projetobaterasso@gmail.com a ficha de inscrição e em seguida reenvia-la, e atenção, verifique sua caixa de entrada para a confirmação de sua inscrição.

De acordo com os organizadores do evento, Glaucio Kaminskie e Jefersom Paulo, o Pelé, podem se inscrever bateristas iniciantes, amadores e profissionais, de toda região e de todas as idades.

O Baterasso é um evento gratuito e aberto ao público em geral e segundo Pelé busca difundir o amor pela bateria.

Para mais informações basta entrar em contato pelos telefones (42) 9 9911-1591 (Glaucio), (42) 9 9934-5559 (Pelé).

 

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