Câmara de Guarapuava se reúna na segunda (26) para discutir caso do vereador Kenny Rogers, condenado por atropelamento e morte de idoso

Kenny foi condenado nessa quinta-feira (22) a 7 anos, 5 meses e 24 dias de prisão, em regime inicial semiaberto

24/01/2026 17H00

Foto: reprodução redes sociais

A Câmara de Vereadores de Guarapuava convocou uma reunião da Mesa Executiva para segunda-feira (26 de janeiro de 2026) com o objetivo de discutir os desdobramentos da condenação do vereador Kenny Rogers Gonçalves Anacleto, conhecido como Kenny do Cartório. A decisão judicial, considerada grave, coloca pressão política sobre o Legislativo local e reacende o debate sobre responsabilidade institucional e ética no exercício do mandato.

Kenny foi condenado nessa quinta-feira (22) a 7 anos, 5 meses e 24 dias de prisão, em regime inicial semiaberto, por dirigir sob efeito de álcool, atropelar e matar um idoso de 82 anos em uma calçada e tentar fugir do local. O crime ocorreu em dezembro de 2024, poucos dias antes de o parlamentar tomar posse. Apesar da sentença, ele recorre em liberdade e, até o momento, segue exercendo o mandato.

A vítima, José Maceno de Almeida, caminhava pela calçada quando foi atingida pelo veículo conduzido pelo vereador. Imagens de câmeras de segurança mostram que, após o atropelamento, o carro colidiu contra um barranco e capotou. Kenny chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto menos de 48 horas depois e respondeu ao processo em liberdade.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 20 mil de indenização à família da vítima. Na sentença, a magistrada destacou o “elevado grau de culpa”, a imprudência do motorista, o sofrimento causado à vítima e o caráter pedagógico da condenação, considerando também a condição financeira do réu, que exerce cargo público.

PRESSÃO SOBRE O LEGISLATIVO

Em nota oficial, a Câmara de Vereadores afirmou que o presidente da Casa, Pedro Moraes, convocou a Mesa Executiva para avaliar internamente a situação. O encontro de segunda-feira (26) deve discutir quais medidas institucionais podem ser adotadas diante da condenação criminal de um vereador em exercício.

“A situação será avaliada internamente, sempre pautada pelos princípios que regem a administração pública”, diz o comunicado. A Câmara também reafirmou respeito às decisões do Judiciário e ao devido processo legal, destacando compromisso com legalidade, transparência e responsabilidade pública.

DEFESA CONTESTA EMBRIAGUEZ

A defesa do vereador, representada pelo advogado Marinaldo Rattes, afirma que não há provas de embriaguez ao volante e anunciou que vai recorrer da sentença. Segundo ele, o termo de constatação da Polícia Militar conteria “erros grosseiros”, a ponto de a própria juíza autorizar a abertura de inquérito para apurar possível falsidade de assinatura no documento.

Já os assistentes de acusação classificaram a decisão como “justa e célere”, afirmando que as provas demonstram culpa inequívoca e que a sentença reforça que a Justiça “alcança a todos, sem distinção”.

IMPACTO POLÍTICO

O caso provoca forte repercussão em Guarapuava e levanta questionamentos sobre decoro parlamentar, permanência no cargo e eventuais sanções políticas, temas que devem dominar a reunião da Câmara na próxima semana. Mesmo com o direito de recorrer em liberdade, a condenação criminal impõe desgaste público e pode abrir caminho para novos embates no Legislativo municipal.

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