CRIME, FICÇÃO E FARDA: Sargento da PM de Guarapuava lança novo livro

“Esqueceu o defunto no quarto” é a nova obra de Denis Santos

01/05/2026 17H00

Imagem: reprodução

Entre ocorrências policiais e plantões, um sargento da Polícia Militar de Guarapuava vem escrevendo uma história pouco comum, e fora dos boletins de ocorrência. O 3º sargento Denis Santos, do 16º BPM, acaba de lançar mais uma obra: “Esqueceu o defunto no quarto”, reforçando uma trajetória literária tão intensa quanto sua carreira na segurança pública.

Com mais de 20 livros publicados, e dezenas de histórias escritas ao longo dos anos, Denis se consolidou como um dos policiais mais prolíficos da literatura de ficção no Paraná. Sua produção mistura terror, suspense, drama e investigação, quase sempre inspirada em situações que dialogam com a realidade do crime e do sistema prisional. 

Atualmente atuando no COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar), o sargento transforma a vivência nas ruas em matéria-prima para narrativas que vão além do entretenimento, provocam reflexão. 

UMA HISTÓRIA QUE BORRA A LINHA ENTRE FICÇÃO E REALIDADE

No novo livro, Denis Santos aposta novamente no suspense psicológico. A trama gira em torno de um médico que procura um advogado com um pedido incomum: ajuda para construir um personagem fictício capaz de reduzir sua pena após cometer um crime grave.

Mas há um detalhe perturbador: o caso apresentado pode não ser ficção.

À medida que a narrativa avança, o advogado percebe que está diante de algo muito mais real, e perigoso, do que imaginava. A obra explora dilemas morais, manipulação e os bastidores do sistema penal, mantendo o leitor em constante tensão. 

DA VIATURA PARA AS PÁGINAS

A trajetória literária do sargento começou cedo, ainda na juventude, e seguiu paralelamente à carreira policial. Sem tradição familiar ligada à leitura, ele encontrou nas histórias contadas oralmente o impulso inicial para escrever, hábito que hoje também incentiva dentro da própria corporação. 

Seus livros frequentemente se passam em Guarapuava ou utilizam elementos da cidade, criando uma conexão direta com o cotidiano local, seja em histórias de crimes, lendas urbanas ou dramas humanos.

CULTURA QUE NASCE NA SEGURANÇA PÚBLICA

O lançamento foi celebrado pelo 16º Batalhão da Polícia Militar, que destacou a importância da leitura e da produção literária como ferramentas de desenvolvimento cultural e intelectual.

Em tempos em que a segurança pública costuma ser associada apenas à repressão ao crime, Denis Santos representa um contraponto: mostra que a farda também pode ser ponte para a arte, a reflexão e o conhecimento.

E, ao que tudo indica, suas histórias, assim como a realidade que as inspira, estão longe de terminar.

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