Prefeitura de Guarapuava fortalece rede de proteção com formação sobre atendimento às mulheres vítimas de violência

Capacitação reúne profissionais da rede de proteção para fortalecer políticas públicas e aprimorar o acolhimento humanizado às mulheres em situação de violência

14/05/2026 09H46

Foto: Secom

A Prefeitura de Guarapuava, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, realiza durante toda essa quarta-feira (13 de maio de 2026), das 8h às 17h, no auditório do Bloco 1 do Centro Universitário Campo Real, uma formação voltada à Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. A capacitação acontece em virtude da implantação do novo equipamento que passa a compor a rede municipal, o Centro de Referência da Mulher Brasileira.

A formação é promovida pela Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres e reúne profissionais que atuam diretamente no atendimento às mulheres em situação de violência. O tema debatido nesta quarta-feira foi “Fundamentos teóricos, poder e violência”. Já nesta quinta-feira (14), a programação segue com o tema “Violência baseada em gênero, legislação e atuação em rede”.

A palestrante desta quarta-feira foi a socióloga e professora doutora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Marina Cordeiro, que atualmente atua na Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, do Ministério das Mulheres. “Para mim é uma honra, uma responsabilidade muito grande estar aqui em Guarapuava, atuando na formação dos profissionais que trabalham no Centro de Referência da Mulher Brasileira. Esse equipamento é super importante para que as mulheres em situação de violência consigam ter uma porta de entrada adequada, fundamental para mitigar os efeitos da violência no país”, destacou Marina.

A palestrante também ressaltou a importância da qualificação contínua dos profissionais da rede. “Essas formações atualizam os conhecimentos, qualificam o atendimento e ajudam a construir um mundo em que as mulheres possam viver com liberdade, sem violência e com a possibilidade de existir do jeito que quiserem”, completou.

De acordo com a coordenadora do Centro de Referência da Mulher Brasileira, Thalyta Forquim Buco, a capacitação fortalece o trabalho já desenvolvido pelo município no atendimento às mulheres vítimas de violência. “Essa capacitação realizada com o Ministério das Mulheres vem a partir da criação do Centro de Referência da Mulher Brasileira. O equipamento garante a continuidade dos trabalhos já desenvolvidos pelo CRAM, que é o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência. É fundamental pensar nessa formação para toda a rede, considerando a complexidade da violência contra a mulher e o aprimoramento das políticas públicas em Guarapuava”, afirmou.

Thalyta também destacou a estrutura humanizada do novo espaço e a importância da atuação integrada entre os serviços da rede de proteção.“ O Centro de Referência traz um espaço acolhedor para recebermos as mulheres em situação de violência, com atendimento humanizado. Essa formação vem justamente para aprimorar esse atendimento e fortalecer o trabalho articulado em rede, que é essencial para o enfrentamento à violência contra as mulheres”, finalizou.

A assistente social da Defensoria Pública de Guarapuava, Gláucia de Oliveira, também participou da formação e destacou a relevância da integração entre os órgãos da rede de proteção. “Esse evento é muito importante para a Defensoria estar fazendo parte da rede, se integrando nas discussões e fortalecendo o trabalho em conjunto. Essas discussões são fundamentais na defesa dos direitos das mulheres, para que toda a rede tenha entendimento sobre as questões de gênero, das violências, do machismo e do patriarcado, que envolvem os atendimentos no dia a dia”, ressaltou.

Gláucia ainda enfatizou a importância das capacitações para garantir um atendimento mais humanizado e eficiente às mulheres em situação de violência. “Muitas vezes, se a gente não tem essas leituras e esse entendimento, não conseguimos fazer o encaminhamento correto e o atendimento humanizado que a mulher precisa. Enquanto rede, todos nós precisamos dessas participações e dessas capacitações para fortalecer a defesa dos direitos das mulheres”, concluiu.

(Com assessoria)


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