
A Prefeitura de Guarapuava iniciou, neste mês de janeiro, a campanha Janeiro Roxo, voltada à conscientização sobre a hanseníase. A ação, desenvolvida por meio da Secretaria Municipal de Saúde, tem como objetivo orientar a população sobre os sinais e sintomas da doença, reforçar a importância do diagnóstico precoce e divulgar os serviços disponíveis na rede municipal de saúde.
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, conhecida como bacilo de Hansen. Ela atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo provocar alteração, diminuição ou perda da sensibilidade térmica, dolorosa e tátil, além de redução da força muscular, especialmente em mãos, braços, pés, pernas e olhos. A evolução da doença é lenta e, quando não tratada, pode causar deformidades e incapacidades permanentes.
A transmissão ocorre a partir do contato próximo e prolongado com uma pessoa doente que ainda não iniciou o tratamento, por meio de secreções das vias respiratórias, como nariz e boca. Após o contágio, os sintomas podem levar de dois a dez anos para se manifestar. A maioria das pessoas apresenta resistência natural à doença, que tende a acometer indivíduos com baixa imunidade.
Cenário da hanseníase em Guarapuava
Entre 2017 e 2025, Guarapuava registrou 90 casos da doença. O maior número de diagnósticos ocorreu em 2020, com 18 casos novos. Em 2021, não houve registros, cenário possivelmente relacionado aos impactos da pandemia da Covid-19 na busca por atendimento em saúde.
Em 2022, os diagnósticos voltaram a ser registrados, com sete casos. O mesmo número foi observado em 2023. Já em 2024, o município contabilizou 13 casos, encerrando 2025 com dez notificações. Embora a maioria dos diagnósticos tenha ocorrido em grau zero, indicando detecção relativamente precoce, a presença de casos em grau dois em todos os anos evidencia a ocorrência de diagnósticos tardios, reforçando a necessidade de intensificar ações de vigilância e sensibilização da população.
Por conta disso, durante o mês de janeiro, a Prefeitura de Guarapuava vai promover ações voltadas à conscientização sobre a hanseníase, com foco na disseminação de informações por meio dos canais de comunicação. As atividades do Janeiro Roxo priorizam a divulgação em mídias, com o objetivo de ampliar o alcance das orientações à população sobre sinais, sintomas e formas de tratamento da doença.
Sintomas iniciais exigem atenção
Entre os principais sinais da hanseníase estão manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, associadas à perda ou alteração de sensibilidade. Também podem ocorrer áreas de pele seca, diminuição do suor, queda de pelos, formigamento, diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato, além de dores ao longo dos nervos, inchaço de mãos e pés, redução da força muscular, nódulos, úlceras, febre e alterações nas vias respiratórias.
Importância do diagnóstico precoce
A enfermeira coordenadora do Programa de Hanseníase do município, Larissa Bento de Azevedo, destaca que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e interromper a transmissão da doença. “O diagnóstico precoce é ideal para prevenção de sequelas, para que a pessoa não fique com nenhum comprometimento físico, no decorrer do tratamento ou depois dele, e também para que a transmissão acabe o quanto antes, porque a partir do momento que a pessoa toma a primeira dose da medicação, ela deixa de transmitir a doença.”, explica.
O tratamento é realizado gratuitamente pelo SUS, sem necessidade de internação. Após o início da medicação, o paciente deixa de transmitir a doença e pode manter suas atividades cotidianas normalmente.
Onde buscar atendimento
Pessoas que apresentem manchas na pele com alteração de sensibilidade ou outros sintomas devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A avaliação é realizada pela equipe de saúde, que, quando necessário, encaminha o paciente para acompanhamento especializado dentro da rede municipal.
Não existe vacina específica contra a hanseníase. No entanto, a vacina BCG, aplicada rotineiramente ao nascimento, contribui para a redução do risco da doença.
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