Guarapuava conta com cinco delegados que irão representar a cidade no Teia Nacional de Pontos de Cultura

Representantes de diferentes segmentos culturais foram escolhidos durante o Teia/Fórum Cultura Viva Paraná 2026

03/02/2026 15H23

Foto: Secom

Nos dias 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026, Guarapuava sediou o Teia/Fórum Cultura Viva Paraná 2026, realizado no câmpus Cedeteg da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). O evento reuniu representantes de Pontos e Pontões de Cultura de todas as regiões do Paraná e teve como principal objetivo a eleição dos delegados que irão representar o Estado no Teia Nacional.

Ao final do encontro, foram eleitos 40 delegados paranaenses, sendo 12 da macrorregião Centro-Sul. Guarapuava teve cinco representantes, que agora levam as pautas culturais do município e da região para a etapa nacional, que será realizada em Aracruz, no Espírito Santo.

Na categoria mulher negra, foram eleitas Elza de Farias, do IPONG – Instituto dos Povos Negros de Guarapuava e Microrregião, e Scheyla de Oliveira, do Conexão das Periferias. Na categoria geral, os delegados eleitos foram Leunir Siqueira Duarte, do Centro de Tradições Gaúchas de Guarapuava; Rodrigo José Tereza, da Cia de Dança Magia das Ruas; e Rafael Edling, do Instituto Histórico e Geográfico de Guarapuava.

Durante o fórum, também foi eleita a Comissão Estadual dos Pontos de Cultura do Paraná. Representando a macrorregião Centro-Sul, Leunir Duarte e Elza de Farias foram escolhidos para integrar a comissão, responsável pela articulação e representação dos Pontos de Cultura no Estado.

Os Fóruns e Teias de Pontos de Cultura são espaços de articulação, diálogo e participação social, que fortalecem a Política Nacional de Cultura Viva, promovendo a troca de experiências e a valorização da produção cultural nos territórios. A edição realizada em Guarapuava integrou a etapa preparatória para o V Fórum Nacional de Pontos de Cultura e para a 6ª Teia Nacional, com o tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”.

Entre os delegados eleitos de Guarapuava, Rafael Edling, destacou a relevância da memória territorial e do patrimônio cultural no debate sobre justiça climática. “Eu represento o Instituto Histórico e Geográfico de Guarapuava, o primeiro ponto de cultura reconhecido pelo Ministério da Cultura no município, em 2024, o que é simbólico para uma cidade com mais de 200 anos. Nosso trabalho é voluntário e voltado à defesa do patrimônio material e imaterial de um território que vai além do município, abrangendo centenas de cidades com uma história comum. Eu acredito que não há justiça climática sem memória territorial, especialmente das populações tradicionais, comunidades periféricas, povos indígenas e comunidades negras, que são historicamente as mais afetadas. O patrimônio cultural, quando vivido pela comunidade, também pode ser uma ferramenta de educação climática e de construção da sustentabilidade.”

A delegação guarapuavana agora segue para a Teia Nacional, representando o município e a macrorregião Centro-Sul nos debates nacionais sobre cultura, território, memória e justiça climática.

(Com assessoria)

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